quinta-feira, 2 de novembro de 2017
CONTEÚDO DAS PROVAS DO ENEM 2017
Todos os milhões de brasileiros buscam a nota máxima do ENEM, portanto o tempo todo eles estão se preparando para esse exame. Ciente do conteúdo das provas ficará mais fácil de você acompanhar esse ritmo. Confira abaixo os conteúdos distribuídos nas provas do ENEM 2017.
• Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Biologia, Química e Física
• Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Conhecimentos Gerais.
• Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Português, Língua estrangeira, Literatura, Artes, Educação Física, Ética e Cidadania.
• Matemática e suas Tecnologias : Matemática
• Redação: Redação dissertativa- argumentativa
5 AULAS DE FILOSOFIA SOBRE AS MATÉRIAS QUE MAIS CAIRAM NO ENEM
Filosofia aparece junto às questões de Ciências Humanas e Suas Tecnologias no primeiro dia de prova do Enem. A disciplina também surge nos vestibulares de outras faculdades e universidades. Fizemos um levantamento sobre as matérias que mais caem desde 2009. Veja algumas aulas de Filosofia para o Enem e questões sobre cada assunto.
Para o Enem, é muito importante ler o enunciado das questões com atenção e interpretá-lo. Além de ler esse post e ver as aulas recomendadas, assista à aula sobre interpretação de texto do Geekie Games. Às vezes você não precisa de conhecimento prévio sobre a matéria de Filosofia para obter a resposta de uma questão no Enem.
5 aulas de Filosofia: As matérias que mais caem no Enem
Conhecer o assunto da pergunta do Enem permite responder a questão com precisão e mais rapidez. Por isso, saiba quais são as cinco aulas para as matérias de Filosofia que mais caem no Enem. Basta clicar nos links para assisti-las grátis.
1. Ética e filosofia política (61%)
A ética é uma área da filosofia voltada para a reflexão sobre os princípios que direcionam as ações, ou seja, uma discussão sobre a moral. Ela pretende ser universal e descreve princípios que orientam o comportamento.
A moral trata dos valores e costumes estabelecidos na sociedade, sendo determinada pela cultura. Aquilo o que é considerado moral em algumas comunidades pode ser inadequado (amoral) para outras.
Os assuntos de filosofia política são comuns para a Filosofia e a Sociologia. Saiba mais sobre políticanesta aula. Para Filosofia no Enem, alguns autores importantes são Aristóteles, Kant, Hegel e Nietzsche. Saiba mais nas aulas de Filosofia sobre ética e moral.
Veja um exemplo de questão sobre ética:
Questão de Filosofia da prova do Enem 2015 sobre ética (caderno amarelo)
Resposta: D) Convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes
Leia também: As matérias de Sociologia que mais caem no Enem
2. Teoria do conhecimento (17%)
Teoria do conhecimento (ou epistemologia) é o ramo da filosofia que estuda a capacidade humana de conhecer a realidade. Os filósofos desta área tentam compreender a origem da Natureza e das mudanças.
Muitos filósofos tratam da Teoria do Conhecimento ao longo dos séculos. Entre os mais conhecidos, destacam-se Platão e Aristóteles – da Antiguidade grega -, John Locke, Francis Bacon e Immanuel Kant da Idade Moderna.
Para o pensamento de Sócrates, a verdade seria conhecida afastando-se das ilusões perpetuadas pelos sentidos. A alegoria (ou mito) da caverna de Platão é muito importante para o Enem e os vestibulares.
Assista à aula do Geekie Games para saber como surgiram as perguntas responsáveis pela criação de diversas teorias sobre o conhecimento.
Questão da prova do Enem de 2012 sobre Teoria do Conhecimento (caderno amarelo)
Resposta: D) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não
3. A construção social da ciência (10%)
A filosofia da ciência é a área que estuda a evolução do pensamento científico. Toda pesquisa científica começa a partir de um conhecimento rudimentar. Para que possa ganhar legitimidade e tornar-se um conhecimento científico, a ideia é diferenciada por meio de métodos e princípios. Para entender como a Filosofia discute a questão do pensamento científico e qual é a relação entre senso comum e formulação científica, veja esta aula. No segundo vídeo, saiba mais sobre a revolução copernicana e o início da ciência moderna.
Questão de Filosofia do Enem 2013
Resposta: A) Assumem pontos de vista acerca da natureza do conhecimento
Leia também: 55 matérias que mais caem e 32 assuntos mais fáceis para estudar
4. Cosmologia (6%)
A Cosmologia é a área que estuda a origem e a evolução do Universo, e envolve conhecimentos das áreas de Física e modelos científicos. Entre os estudiosos importantes da cosmologia, estão Aristóteles, Claudio Ptolomeu, Nicolau Copérnico, Galileu Galileu e Johannes Kepler.
Inicialmente, as questões a respeito do Universo estavam relacionadas à religião e aos mitos.
Os pensadores conhecidos como pré-socráticos são considerados os fundadores da filosofia ocidental, e buscavam explicações que não se vinculassem a mitos, a autoridades ou à religião. Eles pensavam sobre questões relacionadas à natureza e ao Universo em sua totalidade (o cosmos), elaborarando questões a respeito do princípio de todas as coisas.
Questão da prova do Enem 2012 de Filosofia sobre cosmologia
Resposta: D) postulavam um princípio originário para o mundo
5. Iluminismo (6%)
O Iluminismo é uma doutrina que surgiu na Europa do século XVIII. Ele coloca a razão como o elemento central e ferramenta poderosa na sociedade. Como a razão é capaz de esclarecer o conhecimento, ela também é chamada de luz.
O Iluminismo foi muito importante para mudanças e revoluções históricas, a exemplo da Revolução Francesa. Nesse período conhecido como Século das Luzes, uma das principais contribuições foi a elaboração da Enciplopédia. Entre os principais filósofos iluministas, destacam-se Locke, Rousseau e Hobbes.
Questão da prova do Enem 2013 de Filosofia sobre Iluminismo
Resposta: C) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
EMPIRISMO
Empirismo é um movimento filosófico que acredita nas experiências humanas como únicas responsáveis pela formação das ideias e conceitos existentes no mundo.
O empirismo é caracterizado pelo conhecimento científico, quando a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias, por onde se percebem as coisas, independente de seus objetivos ou significados.
O empirismo consiste em uma teoria epistemológica que indica que todo o conhecimento é um fruto da experiência, e por isso, uma consequência dos sentidos. A experiência estabelece o valor, a origem e os limites do conhecimento.
O principal teórico do empirismo foi o filósofo inglês John Locke (1632 – 1704), que defendeu a ideia de que a mente humana é uma "folha em branco" ou uma "tabula rasa", onde são gravadas impressões externas. Por isso, não reconhece a existência de ideias natas, nem do conhecimento universal.
Sendo uma teoria que se opõe ao Racionalismo, o empirismo critica a metafísica e conceitos como os de causa e substância. Ou seja, todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.
Além de John Locke, existiram outros diversos autores de destaque na formação do conceito do empirismo, como Francis Bacon, David Hume e John Stuart Mill.
Atualmente, o empirismo lógico é conhecido como neopositivismo, criado pelo círculo de Viena. Dentro do empirismo, existem três linhas empíricas: a integral, a moderada e a científica.
sábado, 28 de outubro de 2017
O ILUMINISMO
O Iluminismo foi um poderoso movimento de idéias iniciado na França, por volta do século XVIII, depois se espalhou pela Europa e outros países do mundo. É também chamado de ilustração, século das luzes ou idade da razão.
Objetivos Principais do Iluminismo:
• Analisar e questionar o antigo regime que era uma combinação entre o Feudalismo, o Absolutismo e o Mercantilismo;
• Mostrar os erros, as injustiças e os absurdos do Antigo Regime;
• Propor uma sociedade nova, baseada na igualdade e na liberdade fundamental de todos os homens;
• A Educação do Antigo Regime era controlada pela igreja católica que ensinava idéias ultrapassadas, tornando as pessoas ignorantes, fanáticas e submissas;
• Os iluministas defendiam uma educação que colocasse a razão(capacidade de pensar) como valor fundamental.
Principais Representantes do Iluminismo: Jean Jacques Rousseau, Voltaire, Montesquieu, Diderot e outros.
Principais Influências do Iluminismo
• Os princípios de liberdade e igualdade jurídicas;
• A independência dos Estados Unidos da América, 1776;
• 1ª Constituição dos Estados Unidos, 1787;
• Revolução Francesa, 1789;
• Inconfidência Mineira, 1792;
• Independência do Brasil, 1822
• Abolição da Escravatura, 1888;
• Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
Trabalho
Nome: .................................................................................................
Data:........⁄.........⁄.............. Série:......... Turma:...... N°.........
1. Em que século apareceu o iluminismo?
2. O iluminismo teve sua origem onde?
3. Quais os nomes que o iluminismo pode receber?
4. Quais foram os principais representantes do iluminismo?
5. Citar 4 das principais influências do iluminismo.
6. Faça um comentário geral.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
ENTRE AMIGOS - Texto de Martha Medeiros
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
A ERA DA VELOCIDADE
A ERA DA VELOCIDADE
Texto de Pe. Geraldo Antônio de Carvalho
A Aceleração dos fatos nas últimas décadas é uma realidade que ninguém duvida. Passamos de um mundo estático para um mundo dinâmico. Com Galileu Galilei a terra começa a girar. Com Albert Einstein, surge a relatividade. “Hoje o que é sólido dissolve no ar”. Estamos em um mundo em constantes reboliço. As decisões tomadas hoje, amanhã elas precisam ser repensadas, recolocadas. O mundo continua fluindo conforme já dizia Heráclito. Uma teoria é válida até surgir uma teoria nova. Os novos avanços científicos e tecnológicos vão ficando rapidamente obsoletos. O jornal que lemos pela manhã, meio-dia jogamos este no lixo e pedimos um novo jornal. Queremos saber o que há de novo. O volume de informações está duplicando cada vez mais em tempos menores. Passamos da Olivett à Internett. É a velocidade que vai ficando cada vez mais veloz.
No passado, o cidadão escrevia uma carta, entregava para uma pessoa, esta pessoa montava num cavalo e a carta ia a mais ou menos 8 km/h. A música era uma valsa. Hoje a música é um negócio muito doido. O automóvel se locomovia a 40 km/h. Também não havia estrada para ele correr. Depois veio o avião. Hoje é só no teclado e na tela. É tudo num piscar de olhos. As distâncias se encurtaram. O planeta terra virou um quintal. Na época de nossos avós, quem sabia ir a Belo Horizonte era famoso. Nossos avós acreditavam no futuro. Hoje nós temos receio do amanhã. Nossos avós ensinavam aos mais novos. Hoje são os netos que ensinam os avós no computador. O jovem do passado estudava ao som de uma música erudita clássica bem suave. Hoje, o jovem liga o som no último volume, abre o livro e diz que está pesquisando. Antigamente, se preocupava com o homem das cavernas. Hoje se preocupa com as cavernas do homem. No passado, a vida girava ao redor da torre da igreja e da chaminé do fogão. No centro das cidades estavam as catedrais. Hoje nos centros das cidades estão os bancos e as centrais de compras, que no Brasil insistem em chamar de “Shoppings”. Tudo depende do humor do mercado.
Como se situar diante das mudanças pelas quais estamos passando, sobretudo nas últimas décadas? Muitas transformações iniciadas há dois séculos ou mais, se encontram hoje no seu ápice. Trata-se de um equilíbrio milenar que foi se rompendo. No século passado foram tantas as tentativas de um novo equilíbrio, após tantos desequilíbrios, rupturas, convulsões, de incerteza. Sentimos pouca segurança nas respostas, não estão sendo satisfatórias, talvez nossas grandes sabedorias esteja em pelo menos fazer bem as perguntas.
O antigo e o tradicional não servem mais para as novas gerações. O moderno se impõe. E não raro, este também entra em crise. Falamos então do pós-moderno. Seja lá qual for a era, o certo é que nós temos a impressão de estarmos vivendo um vazio. Fazemos a experiência do tédio, da angústia, da ausência de sentido e de normas, de um individualismo narcisista e de um niilismo. A noção de muitos de certo e de errado está confusa. O mundo é plural, policêntrico e planetário. Assim Pascal já falava sobre o infinito: “O centro está em todo lugar e a circunferência em lugar nenhum”. Temos a impressão de que este mundo está escapando de nossas mãos. Rapidamente, tomamos conhecimento do que acontece a terra, nos ares e além dos mares.
Diante deste novo quadro proporcionado pela ciência e as novas tecnologias, nossa cabeça parece pequena para açambarcar toda esta alavanche de novidades que nos é apresentada todos os dias.
Diante desta velocidade corremos o risco de ficarmos somente buscando infinitamente, correndo o risco de nos tornarmos pessoas acríticas. É como diz a canção: “Como será o amanhã? Responda quem souber. O que irá acontecer?...Cada um deve se esforçar para fazer a sua história. “É triste pensar que a história já está contada”. O futuro é algo que nós desconhecemos. Diante dos obstáculos da atualidade, que nós não caiamos na tentação do desespero. As dificuldades são grandes sim. Porém, nosso entusiasmo com a vida deve ser ainda maior. Apesar de tudo, que nós continuemos com esta teimosia em mirar lá na linha do horizonte. Pois, a comunidade humana ainda tem um longo caminho a percorrer.
Trabalho de Filosofia
Nome: ...................................................................................................................
Data:......⁄......⁄......... Série: ....... Turma: ............................................ Nº.......
Leia o texto com atenção e desenvolva as seguintes questões:
1- Qual é o titulo do texto estudado? Você acha apropriado este título ou você daria outro título para o texto?
2- O que significa dizer que passamos de um mundo estático para um mundo dinâmico?
3- Porque o autor afirma que “Com Galileu Galilei a terra começa a girar”? Qual é a ligação que podemos fazer desta parte do texto com o capítulo 14 do livro Fundamentos de Filosofia?
4- Relacione esta afirmação com os acontecimentos políticos dos dias de hoje: “As decisões tomadas hoje, amanhã elas precisam ser repensadas, recolocadas”
5- Comente este trecho: “No passado, o cidadão escrevia uma carta, entregava para uma pessoa, esta pessoa montava num cavalo e a carta ia a mais ou menos 8 km/h. A música era uma valsa. Hoje a música é um negócio muito doido. O automóvel se locomovia a 40 km/h. Também não havia estrada para ele correr. Depois veio o avião. Hoje é só no teclado e na tela. É tudo num piscar de olhos. As distâncias se encurtaram. O planeta terra virou um quintal”.
6- Analise esta parte do texto e escreva sobre ele, mostrando sua opinião. “Antigamente, se preocupava com o homem das cavernas. Hoje se preocupa com as cavernas do homem. No passado, a vida girava ao redor da torre da igreja e da chaminé do fogão. No centro das cidades estavam as catedrais. Hoje nos centros das cidades estão os bancos e as centrais de compras, que no Brasil insistem em chamar de “Shoppings”. Tudo depende do humor do mercado”.
7- Muitas transformações iniciadas há dois séculos ou mais, se encontram hoje no seu ápice. Trata-se de um equilíbrio milenar que foi se rompendo. Comente.
8- Dê sua opinião: “O antigo e o tradicional não servem mais para as novas gerações. O moderno se impõe. E não raro, este também entra em crise. Falamos então do pós-moderno. Seja lá qual for a era, o certo é que nós temos a impressão de estarmos vivendo um vazio. Fazemos a experiência do tédio, da angústia, da ausência de sentido e de normas, de um individualismo narcisista e de um niilismo. A noção de muitos de certo e de errado está confusa. O mundo é plural, policêntrico e planetário”.
9- Na sua opinião, quais as áreas que a sociedade está com maior velocidade: no conhecimento científico, na economia, na medicina, na política, na astronomia, nas relações humanas, na religião, na tecnologia, etc... Justifique.
10- Comente esta última parte do texto (se precisar, pode separar as partes do parágrafo ou as frases para comentar): Diante desta velocidade corremos o risco de ficarmos somente buscando infinitamente, correndo o risco de nos tornarmos pessoas acríticas. É como diz a canção: “Como será o amanhã? Responda quem souber. O que irá acontecer?... Cada um deve se esforçar para fazer a sua história. “É triste pensar que a história já está contada”. O futuro é algo que nós desconhecemos. Diante dos obstáculos da atualidade, que nós não caiamos na tentação do desespero. As dificuldades são grandes sim. Porém, nosso entusiasmo com a vida deve ser ainda maior. Apesar de tudo, que nós continuemos com esta teimosia em mirar lá na linha do horizonte. Pois, a comunidade humana ainda tem um longo caminho a percorrer...
sábado, 2 de setembro de 2017
A FILOSOFIA MODERNA
Chamamos de filosofia moderna o período da filosofia que começou no século XV quando teve início a Idade Moderna. Ela permaneceu até o século XVIII, com a chegada da Idade Contemporânea.
Baseada na experimentação, a filosofia moderna vem questionar valores relacionados com os seres humanos bem como sua relação com a natureza.
O racionalismo e o empirismo demostram essa mudança. O primeiro está associado a razão humana (considerada uma extensão do poder divino), e o segundo está baseado na experiência.
Contexto Histórico
O final de Idade Média esteve calcada no conceito de teocentrismo (Deus no centro do mundo) e no sistema feudal, terminou com o advento da Idade Moderna.
Essa fase reúne diversas descobertas científicas (nos campos da astronomia, ciências naturais, matemática, física, etc.) o que deu lugar ao pensamento antropocêntrico (homem no centro do mundo).
Assim, esse período esteve marcado pela revolução do pensamento filosófico e científico. Isso porque deixou de lado as explicações religiosas do medievo e criou novos métodos de investigação científica. Foi dessa maneira que o poder da Igreja Católica foi enfraquecendo cada vez mais.
Nesse momento, o humanismo tem um papel centralizador oferecendo uma posição mais ativa do ser humano na sociedade. Ou seja, como um ser pensante e com maior liberdade de escolha.
Diversas transformações ocorreram no pensamento europeu da época dos quais se destacam:
• a passagem do feudalismo para o capitalismo;
• o surgimento da burguesia;
• a formação dos estados nacionais modernos;
• o absolutismo;
• o mercantilismo;
• a reforma protestante;
• as grandes navegações;
• a invenção da imprensa;
• a descoberta do novo mundo;
• o início do movimento renascentista.
Principais Características
As principais características da filosofia moderna estão pautadas nos seguintes conceitos:
• Antropocentrismo e Humanismo
• Cientificismo
• Valorização da natureza
• Racionalismo (razão)
• Empirismo (experiências)
• Liberdade e idealismo
• Renascimento e iluminismo
• Filosofia laica (não religiosa)
Principais Filósofos Modernos
Confira abaixo os principais filósofos e os problemas filosóficos da Idade Moderna:
Michel de Montaigne (1523-1592)
Inspirado no epicurismo, estoicismo, humanismo e ceticismo, Montaigne foi um filósofo, escritor e humanista francês. Trabalhou com temas da essência humana, moral e política.
Foi o criador do gênero textual ensaio pessoal quando publicou sua obra “Ensaios”, em 1580.
Nicolau Maquiavel (1469-1527)
Considerado “Pai do Pensamento Político Moderno”, Maquiavel foi filósofo e político italiano do período do Renascimento.
Ele introduziu princípios morais e éticos para a Política. Separou a política da ética, teoria analisada em sua obra mais emblemática “O Príncipe”, publicada postumamente em 1532.
Jean Bodin (1530-1596)
Filósofo e jurista francês, Bodin contribuiu para a evolução do pensamento político moderno. Sua "teoria do direito divino dos reis", foi analisada em sua obra “A República”.
Segundo ele, o poder político estava concentrado numa só figura que representa a imagem de Deus na Terra, baseada nos preceitos da monarquia.
Francis Bacon (1561-1626)
Filósofo e político britânico, Bacon colaborou com a criação de um novo método científico. Assim, é considerado um dos fundadores do "método indutivo de investigação científica", baseado nas observações dos fenômenos naturais.
Além disso, apresentou a “teoria dos ídolos” em sua obra “Novum Organum”, que, segundo ele, alteravam o pensamento humano bem como prejudicava o avanço da ciência.
Galileu Galilei (1564-1642)
“Pai da Física e da Ciência Moderna”, Galileu foi um astrônomo, físico e matemático italiano.
Colaborou com diversas descobertas científicas na sua época. Grande parte esteve baseada na teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico (a Terra gira em torno do sol), contrariando assim, os dogmas expostos pela Igreja Católica.
Ademais, foi criador do “método matemático experimental”, o qual está baseado na observação dos fenômenos naturais, experimentações e valorização da matemática.
René Descartes (1596-1650)
Filósofo e matemático francês, Descartes é reconhecido por uma de suas célebres frases: “Penso, logo existo”.
Foi criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna. Esse tema foi analisado em sua obra “O Discurso sobre o Método”, um tratado filosófico e matemático, publicado em 1637.
Baruch Espinosa (1632-1677)
Filósofo holandês, Espinosa baseou suas teorias num racionalismo radical. Criticou e combateu as superstições (religiosa, política e filosófica) que, segundo ele, estariam pautadas na imaginação.
A partir disso, o filósofo acreditava na racionalidade de um Deus transcendental e imanente identificado com a natureza, o qual fora analisado em sua obra “Ética”.
Blaise Pascal (1623-1662)
Filósofo e matemático francês, Pascal contribuiu com estudos pautados na busca da verdade, refletidos na tragédia humana.
Segundo ele, a razão não seria o fim ideal para provar a existência de Deus, uma vez que o ser humano é impotente e está limitado às aparências.
Em sua obra “Pensamentos”, apresenta suas principais indagações acerca da existência de um Deus baseado no racionalismo.
Thomas Hobbes (1588-1679)
Filósofo e teórico político inglês, Hobbes buscou analisar as causas e propriedades das coisas, deixando de lado a metafísica (essência do ser).
Baseado nos conceitos do materialismo, mecanicismo e empirismo, desenvolveu sua teoria. Nela, a realidade é explicada pelo corpo (matéria) e por seus movimentos (aliados à matemática).
Sua obra mais emblemática é um tratado político denominado de “Leviatã” (1651), mencionando a teoria do “contrato social” (existência de um soberano).
John Locke (1632-1704)
Filósofo inglês empirista, Locke foi precursor de muitas ideias liberais criticando assim, o absolutismo monárquico.
Segundo ele, todo o conhecimento era proveniente da experiência. Com isso, o pensamento humano estaria pautado nas ideias de sensações e reflexão onde a mente seria uma "tábula rasa" no momento do nascimento.
Assim, as ideias são adquiridas ao longo da vida a partir de nossas experiências.
David Hume (1711-1776)
Filósofo e diplomata escocês, Hume seguia a linha empirista e do ceticismo. Criticou o racionalismo dogmático e o raciocínio indutivo, analisados em sua obra “Investigação Acerca do Entendimento Humano”.
Nessa obra, ele defende a ideia do desenvolvimento do conhecimento a partir da experiência sensível, donde as percepções estariam divididas em:
impressões (associadas aos sentidos);
ideias (representações mentais resultantes das impressões).
Montesquieu (1689-1755)
Filósofo e jurista francês do iluminismo, Montesquieu foi um defensor da democracia e crítico do absolutismo e do catolicismo.
Sua maior contribuição teórica foi a separação dos poderes estatais em três poderes(poder executivo, poder legislativo e poder judiciário). Essa teoria foi formulada em sua obra O Espírito das Leis (1748).
Segundo ele, essa caracterização protegeria as liberdades individuais, ao mesmo tempo que evitaria abusos dos governantes.
Voltaire (1694-1778)
Filósofo, poeta, dramaturgo e historiador francês foi um dos mais importantes pensadores do Iluminismo, movimento baseado na razão.
Defendeu a monarquia governada por um soberano esclarecido e a liberdade individual e de pensamento, ao mesmo tempo que criticou a intolerância religiosa e o clero.
Segundo ele, a existência de Deus seria uma necessidade social e, portanto, se não fosse possível confirmar sua existência, teríamos de inventá-lo.
Denis Diderot (1713-1784)
Filósofo e enciclopedista do iluminismo francês, ao lado de Jean le Rond D’Alembert (1717-1783), ele organizou a “Enciclopédia”. Essa obra de 33 volumes reunia os conhecimentos de diversas áreas.
Contou com a colaboração de diversos pensadores, tal qual Montesquieu, Voltaire e Rousseau. Essa publicação foi primordial para a expansão do pensamento moderno burguês da época e dos ideais iluministas.
Rousseau (1712-1778)
Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo social e escritor suíço e uma das mais importantes figuras do movimento iluminista. Foi um defensor da liberdade e crítico do racionalismo.
Na área da filosofia investigou temas acerca das instituições sociais e políticas. Suas obras mais destacadas são: “Discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdades entre os homens” (1755) e “Contrato Social” (1972).
Adam Smith (1723-1790)
Filósofo e economista escocês, Smith foi o principal teórico do liberalismo econômico, criticando assim o sistema mercantilista.
Sua obra mais emblemática é o “Ensaio sobre a riqueza das nações”. Aqui, ele defende uma economia baseada na lei da oferta e procura, o que resultaria na autorregulação do mercado e consequentemente, supriria as necessidades sociais.
Immanuel Kant (1724-1804)
Filósofo alemão iluminista, Kant buscou explicar os tipos de juízos e conhecimento desenvolvendo um “exame crítico da razão”.
Em sua obra “Crítica da razão pura” (1781) ele apresenta duas formas que levam ao conhecimento: o conhecimento empírico (a posteriori) e o conhecimento puro (a priori).
Além dessa obra, merece destaque a “Crítica da razão prática” (1788). Em resumo, na filosofia Kantiana, o conhecimento seria resultado da sensibilidade e do entendimento.
FRIEDRICH HEGEL ( 1770 – 1831) Nasceu em Estutigarda, Alemanha. Seu pai era funcionário público e a família não carecia de recursos. Dotado de inteligência excepcional e cultura enciclopédica, foi professor nas universidades de Lena, Heidelberg e Berlim, onde passou a ser o filósofo oficial do estado prussiano. Desde jovem foi grande metódico, estudioso incansável, versado em vários campos do saber.
Em 1788, matriculou-se na universidade de Tubinga, estudando filosofia durante um biênio e teologia durante um triênio. Na universidade, estabeleceu relações de amizade com companheiros de estudo destinados a se tornarem protagonistas da cultura alemã.
Juntamente com Schelling e Holderlin, participou da cerimônia que celebrou os ideais da revolução francesa com a simbólica plantação da árvore da liberdade.
Hegel escreveu sua obra principal chamada de Fenomenologia do Espírito e nela elaborou a forma mais completa do idealismo expressa na sua famosa frase: “tudo aquilo que real é racional e tudo aquilo que é racional é real”.
Procurou interpretar a totalidade dos fatos e da história, quando disse: “infeliz é o povo que não conhece sua história, pois está condenado a cometer no futuro os mesmos erros do passado”.
Criou o método dialético que se faz em três momentos: tese, antítese e síntese.
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