quarta-feira, 29 de junho de 2016
O FENÔMENO URBANO
Para o Sociólogo Max Weber a cultura ocidental tinha seu eixo central na religião. Com o advento da modernidade “implodiu” esta visão unitária, dividindo-se em estruturas, expressões e ciências.
Até o 8º milênio a.C. a cultura era de caráter nômade e pastoril. Os primeiros povoados começaram a partir do assentamento na terra.
No período pré-industrial a cidade era o habitat do homem. A preocupação da cidade pré-industrial era de ser a morada do homem. Com a industrialização a cidade passou a ser o motor da sociedade. A Revolução Industrial alterou e determinou os próprios costumes.
No período pós-industrial a cidade ficou extensa, densa, heterogênea. O homem, pode-se dizer, ficou relegado a segundo plano. A cidade virou uma maneira especial de ver as coisas. A cidade criou uma nova mentalidade nas pessoas; alterou as relações humanas em relações funcionais; alterou as normas tradicionais de trabalho e os ritmos da natureza.
Na cidade hoje, estão os grandes sinais da cultura da modernidade. O sábio foi substituído pelo técnico, o especializado. As cidades estão marcadas pelas vicissitudes modernas e sociais. As relações fundamentais com a natureza, com os outros e com Deus foram alteradas.
Com a industrialização a natureza passou de sacralizada para explorada. As relações com os outros passaram a ser funcionais. Ficamos opacos à transcendência. Pode-se dizer que o processo social é eminentemente dinâmico. A história mudou na medida em que a tecnologia evoluiu. Vivemos hoje em um novo contexto social.
Trabalho de Sociologia sobre o texto: O Fenômeno Urbano
Leia o texto: O Fenômeno Urbano e Resolva as Questões
1- Onde a cultura ocidental tinha o seu eixo central, de acordo com o sociólogo Max Weber?
2- Como começaram os primeiros povoados, segundo ele?
3- Qual era a preocupação da cidade pré-industrial?
4- Com a industrialização, como passou a ser a cidade?
5- Dê o significado das palavras ou expressões:
a) Advento da modernidade
b) Implodiu a visão unitária
c) Cultura de caráter nômade e pastoril
d) Período pré-industrial
e) Período pós-industrial
6- O que significa dizer:
a) No período pré-industrial a cidade era o habitat do homem.
b) A industrialização alterou e determinou os próprios costumes.
c) No período pós-industrial a cidade ficou extensa, densa, heterogênea.
d) O homem ficou relegado a segundo plano.
7) No parágrafo: Na cidade hoje, estão os grandes sinais de cultura da modernidade. Continue explicando:
a) O sábio foi substituído pelo técnico, o especializado.
b) A cidade está marcada pelas vicissitudes modernas e sociais.
c) As relações fundamentais com a natureza, com os outros e com Deus foram alteradas.
d) Com a industrialização a natureza passou de sacralizada para explorada.
8- Na última linha do texto: Vivemos hoje em um novo contexto social. Em que contexto social nós vivemos?Comente.
terça-feira, 28 de junho de 2016
A FILOSOFIA DE PLATÃO
Platão nasceu em Atenas, em 428 a.C. seu nome verdadeiro era Aristocles. Platão é um apelido que derivou de seu vigor físico, da extensão de sua testa larga. Em grego, platos significa amplitude, largueza ou extensão.
Discípulo de Crátilo, posteriormente foi discípulo de Sócrates. Freqüentou a escola de Sócrates para melhor se preparar para a vida através da filosofia. Entretanto, os acontecimentos orientaram sua vida em outra direção. Desde cedo ele viu na vida política o seu próprio ideal: nascimento, inteligência, aptidões pessoais, tudo o levava para essa direção.
Com a morte de Sócrates, seu desgosto com a política alcançou o máximo de sua expressão e ele se convenceu de que melhor seria se afastar da vida política.
Depois de inúmeras viagens, em 360 a.C. Platão retornou a Atenas e fundou sua academia.
Sua autobiografia revela sua proximidade com os pitagóricos, tanto que em sua academia lia-se uma inscrição que dizia: “aqui não entra quem não souber matemática”.
Sua filosofia se caracteriza na descoberta do supra-sensível. Para Platão só podemos chegar ao conhecimento das coisas através de recordações de coisas que já aconteceram. Nosso conhecimento é apenas uma recordação porque nossa alma já habitou o mundo das idéias, no qual contemplou as coisas em si. As coisas foram esquecidas e vão sendo relembradas gradualmente na medida que vão tendo contato com as coisas materiais.
Para Platão o conhecimento acontece através de 4 graus. Dois estão no mundo sensível e dois estão no mundo inteligível:
1- Eikasia – apreensão de imagens.
2- Pistis – percepção das coisas sensíveis.
3- Dianóia – conhecimento das entidades matemáticas.
4- Noésis – conhecimento da idéia pura.
Existe um ponto fundamental de cuja formulação dependem por inteiro a nova disposição de todos os problemas e o novo clima da filosofia.
Platão empreendeu aquilo que ele mesmo denominou de a “segunda navegação”. Na antiga linguagem dos homens do mar, segunda navegação se dizia daquela que se realizava quando, cessando o vento e não funcionando mais as velas, se recorria aos remos. Na linguagem platônica, a primeira navegação simbolizava o percurso da filosofia realizado sob o impulso do vento da filosofia naturalista.
Platão foi o fundador da metafísica ocidental. Com ele a filosofia atingiu uma de suas expressões mais elevadas, a ponto de Montaigne afirmar: “Queiram agitar e sacudir Platão, cada qual, orgulhando de se apossar dele, coloca-o do lado que quiser”.
TRABALHO
Nome: ................................................................................................................
Data: ......../....../............. Série: .... Turma: ..... Nº : ......
1- Caracterizar o nascimento do filósofo Platão.
2- Qual erao nome verdadeiro de Platão?
3- De onde derivou o apelido Platão?
4- Em grego, platos significa o quê?
5- Inicialmente Platão foi discípulo de quem?
6- Posteriormente foi discípulo de quem?
7- Com que objetivo Platão freqüentou a Escola de Sócrates?
8- Complete: Entretanto, os............................................ orientaram sua ..................... em outra .............................................
9- Continue Completando: Desde ............ ele .................na vida ......................... o seu próprio ideal.
10- Quais as qualidades que Platão apresentava para a vida política?
11- Que acontecimento desgostou Platão da vida política?
12- Quantos anos tinha Platão quando realizou suas inúmeras viagens, retornou a Atenas e fundou sua academia?
13- A autobiografia de Platão revela sua proximidade com quem?
14- Qual foi a inscrição colocada na porta de sua academia?
15- O que significa dizer que a filosofia de Platão se caracteriza na descoberta do supra-sensível?
16- Para Platão o conhecimento acontece através de quantos graus. Como estão distribuídos?
17- Dê o significado das palavras gregas: Eikasia, Pistis, Dianóia e Noésis.
18- Na antiga linguagem dos homens do mar, o que significava segunda navegação?
19- Na linguagem platônica, o que simbolizava a primeira navegação?
20- O que o filósofo Montaigne afirmou sobre Platão?
O MITO DA CAVERNA
Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.
Glauco – Estou vendo.
Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco – Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates – Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?
Glauco – Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates – E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco – Sem dúvida.
Sócrates – Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco – É bem possível.
Sócrates – E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco – Sim, por Zeus!
Sócrates – Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?
Glauco – Assim terá de ser.
Sócrates – Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco – Muito mais verdadeiras.
Sócrates – E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco – Com toda a certeza.
Sócrates – E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco – Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates – Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.
Glauco – Sem dúvida.
Sócrates – Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.
Glauco – Necessariamente.
Sócrates – Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco – É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates – Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco – Sim, com certeza, Sócrates.
Sócrates – E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco – Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates – Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco – Por certo que sim.
Sócrates – E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco – Sem nenhuma dúvida.
Sócrates – Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.
Glauco – Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.
INTERPRETAÇÃO DO TEXTO: MITO DA CAVERNA
O texto mostra os graus de ignorância X o conhecimento na vida das pessoas.
1 - Interpretação
a) Caverna – Estado de privação do conhecimento e da liberdade.
b) Homens que vivem na caverna – pessoas sem consciência, sem conhecimento e sem liberdade para aprender.
c) Comparação entre os homens que vivem na caverna desde a infância e as pessoas que não possuem conhecimento – pessoas que não tiveram oportunidades para conhecer nada.
d) Diferença entre o conhecimento livresco e sabedoria de vida – o conhecimento livresco só, pode não preparar para a vida.
2 - significado das Expressões
a) Homens com pernas e pescoços amarrados, tendo de olhar apenas para o fundo da caverna – pessoas que estão acorrentadas, escravas, presas pela dominação da idéia (não sabem pensar por si mesma). Têm pessoas que não têem capacidade para raciocinar.
b) Homens transportando estátuas sobre os ombros – as coisas sensíveis.
c) A grande fogueira acesa – sinal de luz para iluminar a mente.
d) O eco no fundo da caverna – sinal ou representação da voz. Significa que tem alguém falando mas os outros não conseguem entender.
e) Homens de costas para o sol – homens de costas para o conhecimento.
f) Um prisioneiro que consegue se libertar das correntes – uma pessoa que começa a se libertar da dominação: econômica, social, política, religiosa, cultural, etc.
g) O prisioneiro trago para fora da caverna do outro lado do muro – alguém arrancado da alienação(dominação).
h) Dificuldades de se habituar a uma nova visão – tem pessoas que se acostumam escravisadas, alienadas, e não conseguem fazer nada por si mesma. Em tudo depende dos outros.
i) Olhos ofuscados pelo excesso de luz – tem pessoas que não conseguem absorver muito conhecimento de uma vez.
j) A própria luz do sol – conhecimento verdadeiro, a idéia do bem.
ATIVIDADES SOBRE TEXTO O MITO DA CAVERNA
Nome Completo: .....................................................................................................................
Data: ......./......../................ Série: ... Turma: ......................................... Nº ....
1- Leia o texto, faça sua interpretação, mostrando:
a) O que significa a caverna de que fala o texto?
b) Quem são os homens que vivem na caverna?
c) O que é o saguão da entrada da caverna?
d) Qual é a comparação que existe entre os homens que vivem na caverna desde a infância e as pessoas que não existem conhecimento?
e) Na sua opinião, existe alguma diferença entre o conhecimento livresco e a sabedoria de vida?
2- Apresente o significado das expressões:
a) Homens com pernas e pescoço amarrados, tendo de olhar apenas para o fundo da caverna.
b) Homens transportando estátuas sobre os ombros.
c) A fogueira acesa.
d) O eco no fundo da caverna.
e) Homens que estão de costas para a luz do sol.
f) Um prisioneiro que consegue se libertar das correntes.
g) O prisioneiro trago para fora da caverna e do outro lado do muro.
h) Dificuldades de se habituar a uma nova visão.
i) Olhos ofuscados pela luz do sol.
j) A própria luz do sol.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
INSTITUIÇÕES SOCIAIS
Instituição social é um conjunto de regras e procedimentos padronizados, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade e que têm grande valor social. São os modos de pensar, de sentir e de agir que a pessoa encontra preestabelecidos e cuja mudança se faz muito lentamente, com dificuldade.
As principais instituições sociais são: a Família, a Escola, a Igreja e o Estado(instituição jurídica,econômica e política).
As instituições sociais servem principalmente como um meio para a satisfação das necessidades da sociedade. Nenhuma instituição surge sem que tenha surgido antes uma necessidade. Mas, além desse papel as instituições sociais cumprem também o de servir de instrumento de regularização e controle das atividades do homem.
TRABALHO
1- Defina Instituição Social.
2- Diferencie instituição social de grupo social.
3- Cite as 4 principais instituições de nossa sociedade.
4- Sabemos que as instituições sociais servem como um meio para a satisfação das necessidades sociais. Justifique esta afirmação.
5- Como as instituições sociais servem de regulamento e de controle das atividades do homem?
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