sexta-feira, 7 de junho de 2019
SÉCULO XIX
O século XIX começou no dia 1º de janeiro de 1801 e terminou no dia 31 de dezembro de 1900. Foi um período histórico marcado pelo colapso dos impérios da Espanha, China, França, Sacro Império Romano-Germânico e Mogol. O século também testemunhou o crescimento da influência dos impérios Britânico, Russo, Alemão, Japonês, e dos Estados Unidos, estimulando conflitos militares, mas também avanços científicos e de exploração.
Depois da derrota do Império Francês e seus aliados nas Guerras Napoleônicas, o Império Britânico adquiriu a supremacia mundial, passando a controlar um quarto da população e um quinto do território mundial. Aplicando a Pax Britannica, incentivou o comércio, e lutou contra a pirataria.
O século XIX foi uma era de invenções e descobertas, com significante desenvolvimento nos campos da matemática, física, química, biologia, eletricidade e metalurgia, lançando as bases para os avanços tecnológicos do século XX. A Revolução Industrial começou na Inglaterra. A Era Vitoriana foi afamada pelo emprego de jovens crianças em fábricas e minas, além de valores morais rígidos. O Japão embarcou num programa de rápida modernização após a Restauração Meiji, antes de derrotar a China, sob a Dinastia Qing, na primeira Guerra Sino-Japonesa.
Avanços medicinais, o conhecimento da anatomia humana e a prevenção de doenças que ocorreram no século XIX, foram responsáveis pela rápida aceleração do crescimento populacional no Hemisfério Ocidental. A população europeia dobrou durante o século XIX, de cerca de 200 milhões para mais de 400 milhões. A introdução de ferrovias, o primeiro grande avanço no transporte terrestre por séculos, melhorou o modo de vida das pessoas e favoreceu os grandes movimentos de urbanização nos países ao redor do globo. Várias cidades ultrapassaram populações de um milhão ou mais, durante esse século. Londres transformou-se na maior cidade do mundo e na capital do Império Britânico. A sua população expandiu de 1 milhão, em 1800, para 6,7 milhões até o final do século.
Os territórios desconhecidos pelos europeus, incluindo as vastas extensões do interior da África e Ásia, foram descobertos durante esse século. No entanto, o mesmo não ocorreu com zonas extremas do Ártico e da Antártida. Em 1890, havia precisos e detalhados mapas do globo. O liberalismo tornou-se o movimento de reforma proeminente na Europa.
A escravidão ou escravatura foi grandemente reduzida ao redor do mundo após o sucesso da Revolta Escrava no Haiti. A Inglaterra forçou bárbaros piratas a parar com as suas práticas de sequestro e escravismo, banindo a escravidão em todo seu domínio, além de cobrar que a sua marinha encerrasse com o comércio global de escravos. Os Estados Unidos, após a sua Guerra Civil, aboliram a escravidão em 1865. A escravidão brasileira foi abolida em 1888 (ver Abolicionismo). E a servidão foi abolida na Rússia.
O século XIX também viu a rápida criação e desenvolvimento de muitos desportos, particularmente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Assim como o futebol, rúgbi e o beisebol, muitos outros desportes foram desenvolvidos durante esse período, enquanto o Império Britânico facilitou a propagação rápida de desportos como o críquete para diferentes partes do mundo.
Além de marcar a queda da ocupação otomana dos Balcãs que levou à criação da Sérvia, Bulgária, Montenegro e Romênia na sequência da Segunda Guerra Russo-Turca, seguiu-se a grande Guerra da Crimeia.
Guerras, Revoltas e Revoluções
Guerras Napoleónicas (1792-1815)
• Invasões Napoleónicas a Portugal
• Revolução de Maio (1810)
• Início do processo de Independência da América Espanhola
• Guerra de independência da Grécia (1821-1831)
• Revoluções de 1830
• Guerra dos Farrapos (1835-45)
• Guerra Grande (1838-1851)
• Primeira Guerra do Ópio (1839-1842)
• Guerra Mexicano-Americana (1847-1848)
• Revolução húngara de 1848
• Revoluções de 1848
• Primeira Guerra de Independência Italiana (1848)
• Guerra da Crimeia (1854-1856)
• Segunda Guerra do Ópio (1856-60)
• Segunda Guerra de Independência Italiana (1859-61)
• Guerra dos Ducados do Elba (1864)
• Guerra da Tríplice Aliança (1865)
• Guerra Austro-prussiana (1866)
• Terceira Guerra de Independência Italiana (1866)
• Revolução de 1868
• Guerra franco-prussiana (1870)
• Unificação da Alemanha (1871)
• Comuna de Paris (1871)
• Revolta do Quebra-Quilos (1874-1875)
• Guerra do Pacífico (século XIX) (1879–1884)
• Guerra Hispano-Americana (1898)
• Revolução liberal do Porto ou Revolução Liberal Portuguesa (1820)
• Dissolução do Xogunato Tokugawa
• Guerra da Independência do Brasil(1822)
• Guerra do Paraguai(1864-1875)
• Guerra do Prata (1851-1852)
• Revoltas Liberais de 1842
• Guerra Contra as Províncias Unidas
• Guerra do Uruguai
CIÊNCIA
A Primeira Revolução industrial provoca profundas mudanças na economia e na tecnologia.
O século se caracteriza por romper definitivamente com a fusão que a História havia tido com a literatura. Leopold von Ranke se compromete com a história crítica e cética. Se deixa influenciar pelas correntes filosóficas predominantes do momento, tais como o liberalismo e o nacionalismo chegando a cair inclusive no etnocentrismo, racismo e particularmente no eurocentrismo.
As reflexões sobre a sociedade de Saint-Simon produziram as tendências que modificariam as tendências historiográficas: o positivismo e o materialismo histórico, também influenciado pela dialética hegeliana. Ambas entendem que o comportamento da história se encontra submetido a leis. A primeira concebe o desenvolvimento da história como processos ordenados, a segunda o concebe como resultado de estratos sociais. Além disso, os resultados apresentados por Charles Darwin representam uma importante ruptura com os paradigmas religiosos. Ao demonstrar a Origem das Espécies Darwin coloca o ser humano em pé de igualdade com toda a natureza, questionando as ideias da sua origem divina até então dominantes.
MEDICINA
O desenvolvimento da medicina se relaciona diretamente com a migração, superlotação das cidades e as precárias condições de vida da classe trabalhadora própria da Revolução Industrial. A sua consequência foi a proliferação das doenças infecciosas (sífilis, tuberculose) ou relacionadas com a má alimentação (pelagra, raquitismo, escorbuto). Esses problemas são cruciais para entender a origem da medicina social de Rudolf Virchow e o sistema de saúde pública de Edwin Chadwick que dariam lugar a atual medicina preventiva. A mesma Revolução Industrial, junto com numerosas guerras e revoluções, gerariam um desenvolvimento científico generalizado que contribuiria com a instauração de condições técnicas para o triunfo da assepsia, da anestesia e da cirurgia.
As Revoluções liberais, promovendo cidadãos livre-pensadores, constroem uma nova medicina científica e empírica, desligada do místico e artesanal. Se culmina com a opressão dos velhos cânones éticos do absolutismo e o catolicismo instaurando novos cânones, novos calendários. O século XIX verá nascer a medicina experimental de Claude Bernard, a teoria de Omnia cellula a cellula de Rudolf Virchow, a teoria microbiana das doenças, a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin, e a genética de Gregor Mendel.
• Descoberta da infeção puerperal por Ignacio Felipe Semmelweis.
• Identificação dos micro-organismos como causadores das doenças infecciosas, por Louis Pasteur e Robert Koch.
Invenções
• Locomotiva: Richard Trevithick, 1804.
• Fotografia: Louis Jacques Daguerre, 1816.
• Anestesia: William Morton, 1846.
• Lâmpada incandescente: Heinrich Göbel, 1854.
• Telefone: Antonio Meucci, 1854.
• Dirigível: Solomon Andrews, 1863.
• Termômetro Clínico: Thomas Clifford Allbutt, 1866, os termômetros anteriores demoravam uma ou mais horas para estabelecer a temperatura.
• Fonógrafo: Thomas Alva Edison, 1878.
• Fotófono: Alexander Graham Bell e Charles Sumner Tainter, 1880, permitia a transmissão do som por meio de uma emissão de luz.
• Pilha elétrica: Alessandro Giusseppe Volta, 1881
• Sabonete: William Hesketh Lever, 1884.
• Automóvel: Karl Benz, 1886.
• Toca-discos: Emile Berliner, 1888.
• Sensor de temperatura de resistência de platina.
• Lente de Fresnel: Augustin Fresnel
• Cinematógrafo: Irmãos Lumière, 1894, projetor cinematográfico.
• Vitascópio: Thomas Alva Edison, 1896.
• Máquina de estampar
Teorias
• Teoria dos números: Carl Friedrich Gauss, 1801
• Teoria da Evolução: Charles Darwin, 1859.
• Teoria microbiana: John Snow, Louis Pasteur, Robert Koch e Joseph Lister.
• Positivismo: Auguste Comte
• Eletromagnetismo: James Maxwell, 1879
• Marxismo: Karl Marx, Friedrich Engels, 1848
• Teoria Psicanalítica: Sigmund Freud, 1896
• Teoria atômica: John Dalton
Descobertas
• Efeito Edison: Thomas Alva Edison, 1883, passou a eletricidade desde um fio a uma placa metálica dentro de um globo de lâmpada incandescente.
• Efeito Peltier (Thomas Seebeck, 1821 e Jean Peltier, 1834), Força eletromotriz de Thomson (William Thomson, 1851), Lei de Joule (James Prescott Joule, década de 1860), propriedades termoelétricas.
• Carbeto de cálcio: Friedrich Wöhler
• Acetileno: Friedrich Wöhler
• Vanádio: Andrés Manuel del Río, no México, em 1801, o chamou de Eritônio
• Primeira enzima (lipase pancreática): Claude Bernard, 1848
• Hereditariedade: Mendel, 1865
• Síndrome de Rokitansky
• Raios X: Wilhelm Conrad Röntgen, 1895
• Radioatividade: Henri Becquerel, 1896,
• Elementos Químicos Rádio e Polônio: Marie Curie, 1898
ARTE
• Neoclassicismo
• Romantismo
• Academicismo
• Naturalismo
• Realismo
• Impressionismo
• Simbolismo
Trabalho de Filosofia
Nome Completo: ..................................................................................................................................................................
Data: ....../....../........... Série: .... Turma: ............................................. Turno: ............................. Nº: .....
Leia o texto sobre o século XIX e escreva o que se pede abaixo:
1- Comente sobre o século XIX, apontando seu contexto histórico e relacionando-o como uma era de invenções e descobertas.
2- Citar os avanços no campo das ciências, da medicina, das invenções, das teorias e das descobertas.
A FELICIDADE E AS ESCOLHAS
As diferentes posições sobre a felicidade e como ser feliz em meio às escolhas?
Em nosso cotidiano, ouvimos falar constantemente sobre o tema da felicidade. Muitas pessoas afirmam que desejam ser felizes, que querem alcançar a felicidade, ou que estão infelizes. Isso nos leva a refletir sobre as seguintes questões: a felicidade é um conceito objetivo ou subjetivo? Existe "a" felicidade ou cada um tem seu conceito sobre o que é ser feliz? Frente a estas dúvidas, a tendência é tentar negar a existência da felicidade. Perigosa tentação, pois às vezes é mais fácil negar a felicidade do que aceitar que ela existe e reconhecer que não a possuímos... Estamos frente a uma situação limite... pouco discutida e que quase não é refletida em nosso cotidiano corrido... Você já parou para pensar sobre o que é a felicidade? Você já se perguntou um dia por que todo mundo a deseja ou acredita na sua existência?
Desde a Grécia Antiga os filósofos já se ocupavam sobre a questão da felicidade. Em especial, um grande filósofo chamado Aristóteles já postulava importantes considerações sobre esse tema. Segundo ele, todas as coisas que existem tendem para um fim. O homem, por sua vez, também existe para uma finalidade: “ser feliz”. Nesse sentido, Aristóteles constata que existe um grande consenso entre os homens: “todos querem ser felizes”; mas também há um grande descenso entre eles: “O que é a Felicidade?”. Como o próprio autor afirma em sua obra Ética a Nicômaco: “Todos estão de acordo e dizem ser o fim do homem a felicidade e identificam o bem viver e o bem agir com o ser feliz. Diferem, porém, quanto ao que seja a felicidade, o homem limitado não a concebe da mesma forma que o sábio”. Sendo assim, nem todos os homens compreendem a felicidade de maneira semelhante.
Para resolver esse dilema, Aristóteles afirma que o homem verdadeiramente feliz é aquele que age segundo sua própria natureza, isto é, que age racionalmente e visa ser virtuoso, visto que para esse filósofo grego, a essência do homem é sua razão, pois todos tendem ao saber. Mas qual é de fato a nossa natureza? Muitos dizem que somos seres essencialmente bons, outros dizem que somos naturalmente maus e egoístas. Mas podemos acreditar também que somos seres inacabados... incompletos... que ao invés de nascerem com uma essência pré-estabelecida, buscam construir esta suposta essência na própria existência, na vida real, no cotidiano. Assim sendo, podemos ser tanto anjos como demônios. Nossa natureza depende de nossas escolhas, e devido a isso, nossa felicidade também dependerá delas.
É o que afirma o filósofo francês Jean-Paul Sartre em sua obra “O Existencialismo é um Humanismo”: “Se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço é o de pôr todo homem no domínio que ele é, de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens”. Dessa maneira, eliminando uma natureza pré-definida que nos dirá o que é ser feliz, podemos analisar uma outra perspectiva sobre o tema, afirmando que a felicidade se encontra na forma como fazemos nossas escolhas, ou seja, encarando a vida da maneira como ela realmente se apresenta, vivendo-a intensamente com responsabilidade.
Ora, encarar a vida tal como ela se apresenta não é tarefa fácil. Somos seres jogados na existência e estamos condenados a fazer escolhas. Cada possibilidade de existência assumida significa a renúncia de outro modo de vida. Dessa maneira, podemos acertar ou errar, ganhar ou perder. Tudo depende de nossas escolhas. A angústia é a disposição emocional que nos acompanha neste drama da existência. Como então ser feliz em uma realidade tão dura como essa?
A felicidade não é uma disposição emocional. Ser feliz não é estar sempre alegre. O sofrimento e a angústia também fazem parte da vida e da própria felicidade. Se tudo na vida fosse só alegria, as pessoas não dariam real valor a felicidade... Às vezes, é preciso chorar para sabermos o quanto é bom sorrir... é preciso sentir saudades para saber o quanto gostamos de alguém... Às vezes, quando temos tudo, nada parece ter valor. A vida é constante movimento, ela é um antes, um durante e um depois. Por isso, devemos viver o momento, sem deixar de olhar para nosso passado e nos projetar para o futuro. Os momentos difíceis são parte integrante da vida e deles não podemos escapar. No entanto, estes momentos são necessários para que possamos valorizar os acontecimentos felizes e encontrarmos a felicidade. É partindo desse ponto de vista, que o filósofo Karl Jaspers ressalta: "Os problemas e conflitos podem ser a fonte de uma derrota, uma limitação para a nossa potencialidade, mas também podem dar lugar a uma maior compreensão da vida e o nascimento de uma unidade que se fortalece com o tempo."
Frente a estes pontos de vista, esse artigo chega a conclusão de que a felicidade não deve ser entendida como um objetivo ditado por uma essência pré-definida existente no homem, ou como um sentimento. A felicidade pode ser entendida como a própria vida sendo vivida de maneira intensa e responsável nas próprias escolhas do dia-a-dia, seja nas alegrias ou nos sofrimentos, buscando sempre tirar um aprendizado para aquilo que ocorre conosco. Como afirma Erich Fromm: “buscar a felicidade é como caçar borboletas: quanto mais você tenta, mais ela foge. No entanto, se você deixar a borboleta voar e se preocupar com outras coisas, ela pode até pousar em seus ombros”.
Responda
1 - Quais são os principais problemas filosóficos levantados logo ao início do texto a respeito do tema da felicidade?
2 - Desde que período os filósofos tratam do tema da felicidade e o qual o principal filósofo a abordar este tema?
3 - O que Aristóteles afirmava em relação à finalidade última do homem?
4 - Qual a principal divergência entre os homens quando o assunto é a busca pela felicidade?
5 - O que Aristóteles afirmava em relação ao homem verdadeiramente feliz?
6 - Para Aristóteles qual a essência do homem?
7 - O que o texto afirma em relação à natureza humana?
8 - O que o filósofo Sartre afirma sobre a responsabilidade?
9 - Procure explicar o que é felicidade e como a felicidade pode se relacionar com as angústias, as escolhas e problemas encontrados no percurso da existência.
10 – Porque se diz que existe uma relação histórica entre felicidade e Filosofia?
11 – O que é felicidade para você? Em que situações concretas de sua vida você experimentou esse estado de felicidade?
12 – De acordo com o seu livro: “FUNDAMENTOS DE FILOSOFIA”. Cite 04 fontes da felicidade.
13 – Explique como: a) usar o poder da vontade; b) controlar pensamentos e paixões;
c )compreender o amor ao destino; d) eliminar ou moderar os desejos.
14 – Você acha que uma pessoa pode ser plenamente feliz quando busca apenas sua felicidade individual?
15 – Você é feliz? Porque?
SÓCRATES, OS SOFISTAS E OS SOCRÁTICOS MENORES
A FILOSOFIA DE SÓCRATES
Sócrates nasceu em Atenas, em 470 a.C. e morreu em 399 a.C. Era filho de um escultor e de uma obstetriz. Não fundou nenhuma escola, como muitos outros filósofos. Realizou seus ensinamentos em locais públicos (nos ginásios, nas praças públicas, etc,). Exerceu um imenso fascínio sobre os jovens e sobre os homens de todas as idades, o que lhe custou inúmeras aversões e inimizades.
Sócrates é considerado o maior filósofo de todos os tempos e o divisor da filosofia. São celebres suas frases: “Sei que nada sei” e “Conheça a ti mesmo”. Sócrates disse assim, por considerar que muitas pessoas diziam saber de tudo e percebeu que muitas pessoas não se conheciam.
Sócrates não escreveu nada, considerando que sua mensagem fosse transmitida pela palavra viva, através do diálogo e da “oralidade dialética”.
A Descoberta da Essência do Homem
Os naturalistas procuraram responder as questões sobre a natureza. Sócrates, por sua vez concentrou definitivamente seu interesse sobre o homem. Ele procurou responder qual é a realidade última do homem, realizando com isso uma revolução no pensamento de sua época, principalmente no tradicional quadro de valores.
Sócrates e o Conceito de Liberdade
Para Sócrates, o verdadeiro homem livre é aquele que sabe dominar os seus instintos e o homem escravo é aquele que, não sabendo dominar seus instintos, torna-se vítima deles.
Sócrates e o Conceito de Felicidade
Sócrates dizia que a felicidade não pode vir das coisas exteriores do corpo, mas somente da alma, porque esta é a sua essência. Para ele, quem é virtuoso é feliz, ao passo que o malvado e o injusto é infeliz. Ele afirma que o homem pode ser feliz em qualquer que sejam as circunstâncias em que lhe cabe viver e qualquer que seja a situação no além. O homem é o verdadeiro artífice de sua própria felicidade ou infelicidade.
OS SOFISTAS
Na Grécia Antiga haviam professores itinerantes que percorriam as cidades ensinando, mediante pagamento, a arte da retórica às pessoas interessadas. A principal finalidade de seus ensinamentos era introduzir o cidadão na vida política. Tudo o que temos desses professores são fragmentos e citações e, por isso, não podemos saber profundamente sobre o que eles pensavam. Aquilo que temos de mais importante a respeito deles foi aquilo que disseram seus principais adversários teóricos, Platão e Aristóteles.
Eles eram chamados de sofistas, termo que originalmente significaria “sábios”, mas que adquiriu o sentido de desonestidade intelectual, principalmente por conta das definições de Aristóteles e Platão. Aristóteles, por exemplo, definiu a sofística como "a sabedoria aparente, mas não real”. Para ele, os sofistas ensinavam a argumentação a respeito de qualquer tema, mesmo que os argumentos não fossem válidos, ou seja, não estavam interessados pela procura da verdade e sim pelo refinamento da arte de vencer discussões, pois para eles a verdade é relativa de acordo com o lugar e o tempo em que o homem está inserido.
O contexto histórico e sociopolítico é importante para que se compreenda o papel e o pensamento dos sofistas para a sociedade grega. Embora Anaxágoras tenha sido o filósofo oficial de Atenas na época do regime de Péricles, não havia um sistema público de ensino superior. Então, jovens que podiam pagar por instrução recorriam aos sofistas a fim de se prepararem para as dificuldades que enfrentariam na vida adulta. Uma delas, imposta pelo exercício da democracia, era a dificuldade de resolver divergências pelo diálogo tendo em vista um interesse comum. O termo “sofista” não corresponde, portanto, a uma escola filosófica e sim a uma prática. Mesmo assim, podemos elencar algumas caracterizações comuns aos sofistas:
a) Oposição entre natureza e cultura: Pelo que sabemos, podemos dizer que a maior parte dos sofistas tinha seu interesse filosófico concentrado nos problemas do homem e da natureza. Isso significa que aquilo que é dado por natureza não pode ser mudado, como a necessidade que os homens têm de se alimentar. O que é dado por cultura pode ser mudado, como, por exemplo, aquilo que os homens escolhem como alimento. Ou seja, todos nós precisamos da alimentação para continuarmos vivos, mas na China, a carne dos cães pode fazer parte do cardápio e, na Índia, o homem não pode se alimentar da carne bovina, pois a vaca é considerada um animal sagrado.
b) Relativismo. Para os sofistas, tudo o que se refere à vida prática, como a religião e a política, era considerado fatores culturais, logo podiam ser modificados. Dessa forma, colocavam as normas e hábitos em dúvida quanto à sua pertinência e legitimidade. Como eles eram relativistas, suas questões podiam ser levadas para o seguinte sentido: as leis estabelecidas são pertinentes para essa cidade ou precisam ser mudadas?
c) A existência dos deuses. Para os sofistas, é mais provável que os deuses não existam, mas eles não rejeitam completamente a existência, como Platão, por exemplo. Portanto, eles são mais próximos do agnosticismo do que do ateísmo. A diferença entre os sofistas e aqueles que acreditavam nos deuses – e a educação grega esteve, no início, ligada à existência e interferência dos deuses nos destinos da humanidade – é que eles preferiam não se pronunciar a respeito. Mas, se os deuses existissem, eles não teriam formas e pensamentos humanos.
d) A natureza da alma. A definição de alma para os sofistas é de uma natureza passiva e podia ser modelada pelo conhecimento que vem do exterior. Isso é muito importante para a prática que eles exerciam, pois, se as pessoas possuem almas passivas, elas podem ser convencidas de qualquer discurso proferido de forma encantadora. Por isso, era preciso lapidar a técnica a fim de levar as pessoas a pensarem de um modo que favoreça o orador, ou seja, aquele que está falando para o público. A resistência que alguma pessoa oferece a algo que é dito não seria proveniente da capacidade de refletir ou questionar e sim era decorrência da inabilidade discursiva do orador.
e) Rejeitam questões metafísicas. Os sofistas estavam bastante empenhados em resolver questões da vida prática da pólis. Aquilo que contribuiria para uma vida melhor com os outros ou para atender às necessidades imediatas era o centro de suas preocupações. Por concentrarem seus esforços para pensar naquilo que consideravam útil, questões como a origem do seres, a vida após a morte e a existência dos deuses, ou seja, questões de ordem metafísica eram rejeitadas.
f) A habilidade de argumentar, mesmo se as teses fossem contraditórias, também era um de seus fundamentos. Apesar da dura crítica feita a eles, o trabalho dos sofistas respondia a uma necessidade da época: com o desenvolvimento e a consolidação da democracia na Atenas do século V a.C., era imprescindível desenvolver a habilidade de argumentar em público, defender suas próprias ideias e convencer a maior parte da assembleia a concordar com aquilo que os beneficiaria individualmente.
g) Antilógica. Uma estratégia de ensino comum aos sofistas era ensinar os jovens a defenderem uma posição para, em seguida, defenderem seu oposto. Essa técnica argumentativa foi chamada de antilógica e foi criticada por Platão e Aristóteles por corromper os jovens com a prática da mentira. Historiadores contemporâneos, no entanto, consideram essa técnica como uma atividade característica do espírito democrático por respeitar a existência de opiniões diferentes (cf. CHAUÍ, Marilena).
Os mais conhecidos sofistas foram Protágoras de Abdera (c. 490-421 a.C.), Górgias de Leontinos (c. 487-380 a.C.), Hípias de Élis, Isócrates de Atenas, Licofron, Pródicos e Trasímaco.
OS SOCRÁTICOS MENORES
Os socráticos, no sentido pleno da palavra, são Platão e Aristóteles. Mas é necessária uma breve menção sobre os socráticos menores, que fundaram escolas e procuraram juntar a filosofia socrática com a do período anterior. São quatro: Escola Megárica ou de Megara, Escola Elíaca (1), Escola Cirenaica ou Hedonista e Escola Cínica.
Escola Megárica: Fundada pelo discípulo de Sócrates, Euclides de Megara (444 a 369 AC), tentou juntar a ética de Sócrates com o monismo antológico dos eleatas, ou, de outra forma, desenvolver a filosofia eleática a partir do ponto de vista ético.
Escola Elíaca: Fundada pelo discípulo de Sócrates, Fédon, da cidade de Elis, não teve grande discrepância da escola megárica. Os filósofos aqui também se estregaram em demasia a dialética erística (2). Nada de maior importância há na História sobre estes filósofos.
Escola cirenaica ou Hedonista: Fundada por Aristipo de Cirene (435 a 355 AC), discípulo de Sócrates, ensinou o subjetivismo sensível, quer dizer, que a especulação é vã e que a sensação nada nos ensina fora do presente estado subjetivo. Os cirenaicos aplicaram este subjetivismo da sensibilidade na Ética.: o supremo humano não é a virtude, mas a felicidada, e esta, por sua vez, consiste no deleite que deve ser considerado como um prazer que passa e não como um estado ou maneira permanente. O conhecimento e a virtude não passam de meios para alcançar o deleite, o primeiro (conhecimento) remove os entraves, o que nos separa da aquisição de prazer, e a virtude nos ajuda a ser moderados no deleite, para que possam ser gozados por mais tempo.
Escola cínica: Fundada por Antístenes de Atenas (444 a 369 AC), discípulo de Górgias e depois de Sócrates, cultivou a princípio a ética socrática, mas desviou para um exagero de desapego da civilização que consideravam a causa dos homens não serem bons. Desejaram uma volta a vida mais primitiva possível afirmando que aquele que é inteiramente feliz não necessita de cultura e da civilização. Diógenes de Sinope é um dos discípulos deste escola.
Trabalho de Filosofia
Nome Completo: ..................................................................................................................................................................
Data: ....../....../........... Série: .... Turma: ........................................................ Turno: ............................. Nº: .....
1- Caracterizar o nascimento do filósofo Sócrates. Onde Sócrates realizou seus ensinamentos?
2- O que significa dizer que Sócrates exerceu um imenso fascínio sobre as pessoas de todas as idades?
3- Citar as duas frases célebres de Sócrates, comentando sobre seus significados.
4- Comente sobre as virtudes de que fala Sócrates.
5- Sócrates afirma que ninguém erra por sua própria vontade. Quem faz o mal, faz por ignorância do bem. Dê sua opinião.
6- Qual é o verdadeiro homem livre para Sócrates? Qual é o homem escravo Sócrates?
7- Na sua opinião, a liberdade existe? Explique
8- Dê sua opinião: A felicidade existe? Justifique sua resposta.
9- Comente sobre o conceito de felicidade apresentado por Sócrates.
10- Para Sócrates, o homem pode ser feliz qualquer que sejam as circunstâncias em que lhe cabe viver e qualquer que seja a situação no além. O homem é o verdadeiro artífice de sua própria felicidade ou infelicidade. Comente e dê sua opinião.
11- Estabeleça a diferença básica entre o ensinamento de Sócrates e os sofistas.
12- Qual é o significado do termo sofista? Comente.
13- Citar as principais características do ensinamento dos sofistas.
14- Citar os principais sofistas que aparecem no texto.
15- Citar as principais escolas dos socráticos menores com seus respectivos fundadores.
sábado, 6 de abril de 2019
O ILUMINISMO
O Iluminismo foi um poderoso movimento de idéias iniciado na França, por volta do século XVIII, depois se espalhou pela Europa e outros países do mundo. É também chamado de ilustração, século das luzes ou idade da razão.
Objetivos Principais do Iluminismo:
• Analisar e questionar o antigo regime que era uma combinação entre o Feudalismo, o Absolutismo e o Mercantilismo;
• Mostrar os erros, as injustiças e os absurdos do Antigo Regime;
• Propor uma sociedade nova, baseada na igualdade e na liberdade fundamental de todos os homens;
• A Educação do Antigo Regime era controlada pela igreja católica que ensinava idéias ultrapassadas, tornando as pessoas ignorantes, fanáticas e submissas;
• Os iluministas defendiam uma educação que colocasse a razão(capacidade de pensar) como valor fundamental.
Principais Representantes do Iluminismo: Jean Jacques Rousseau, Voltaire, Montesquieu, Diderot e outros.
Principais Influências do Iluminismo
• Os princípios de liberdade e igualdade jurídicas;
• A independência dos Estados Unidos da América, 1776;
• 1ª Constituição dos Estados Unidos, 1787;
• Revolução Francesa, 1789;
• Inconfidência Mineira, 1792;
• Independência do Brasil, 1822
• Abolição da Escravatura, 1888;
• Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
Trabalho
Nome: ...............................................................................................................................
Data:......../........./.............. Série:......... Turma:.......... Turno: ........................ Nº :.........
1. Dê o conceito de iluminismo.
2. Em que século apareceu o iluminismo?
3. Onde o iluminismo teve sua origem?
4. Qual foi a trajetória do iluminismo após sua origem na França?
5. Quais os nomes que o iluminismo pode receber?
6. Quais foram os principais objetivos do iluminismo?
7. Quais foram os principais representantes do iluminismo?
8. Quais foram as principais influências do iluminismo no mundo todo?
9. Que ligação podemos fazer do iluminismo com a Revolução Francesa de 1789?
10. Faça um comentário geral sobre o assunto.
A FILOSOFIA PRÉ-SOCRÁTICA
Devido a várias transformações ocorridas no mundo grego após a invasão dos Dórios, com o crescente desenvolvimento do comércio e do artesanato nas ilhas gregas, surgiu um clima propício para a investigação filosófica.
Com a invasão dos Dórios na Grécia, muitos povos foram forçados a migrar para as ilhas e Costa da Ásia Menor. Nestes locais os Jônios fundaram colônias, cidades que transformaram em grandes centros. Eles intensificaram relações com outros povos e deixaram para trás as velhas instituições agrárias e patriarcal.
Houve, nestas novas cidades, o desenvolvimento do comércio, do artesanato e o desenvolvimento da cultura em geral.
A explicação mítica, que até então predominava na cultura do povo já não dava conta de explicar a realidade. É diante desta situação que surgiu um clima propício para o nascimento da filosofia. Apareceram, então, alguns homens que buscaram de forma racional um princípio para o mundo.
O primeiro filósofo foi Tales, de Mileto. Ele encontrou o princípio de tudo na água. Tales encontrou seu princípio na água por observar que tudo é úmido. Para ele tudo nasce com a água e morre com a ausência dela.
Discípulo de Tales foi Anaximandro. Ele pensava que não deveria colocar como princípio um elemento material, e sim, algo ilimitado e indefinido, “apeíron”, um elemento que é privado de limites, é indeterminado.
Para Anaximandro, de um movimento que é eterno, geraram-se os dois primeiros contrários: frio e calor. Os outros elementos foram também assim formados.
Anaxímenes procurou conciliar os dois anteriores, estabelecendo como princípio o AR. Para ele, o ar se presta melhor as variações ocorridas no mundo. Pelo processo de condensação e rarefação o ar forma a terra, o fogo e o cosmos.
Heráclito, de Éfeso afirma que a realidade é um contínuo devir. Tudo flui. Nada permanece o mesmo. Para ele, um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque nem o rio e nem o rio permanecem o mesmo. Ele determina o fogo como princípio de todas as coisas, porque o fogo é como um raio que governa tudo.
Pitágoras, de Samos, foi outro importante filósofo de sua época. Sua escola nasceu como uma espécie de fraternidade. Buscava o bem comum. Tinha regras precisas de convivência e de comportamento. Suas doutrinas eram em segredo. Ele era muito respeitado por seus companheiros. Sua palavra tinha quase o valor de um oráculo.
Pitágoras encontrou seu princípio nos números. Para ele, todas as coisas derivam dos números e eles derivam de outros elementos. O número é a própria realidade, a natureza de todas as coisas. O número é ordem, constitui um elemento determinante e limitante, ilimitado e indeterminado. Sem os números não se pode pensar e nem dizer nada.
Xenófones, nasceu em Cólofon, na Jônia, por volta de 570 a.C. viajou muito. Foi andarilho dos 25 aos 92 anos. Foi ele quem primeiro tentou responder as questões teológicas e cosmológicas. Criticou o antropomorfismo defendido por Homero e Hesíodo. Ele afirma s superioridade da inteligência e da sabedoria sobre a robustez e a força física dos atletas. Para ele, tudo nasce da terra e nela termina. Todas as coisas que nascem e crescem, são terra e água.
Parmênides nasceu em Eléia, na segunda metade do século VI a.C. e morreu em meados do século V a.C. foi um pensador revolucionário e inovador da filosofia da natureza. Foi um político ativo e fundador da escola eleática. Com ele a cosmologia transforma-se em ontologia(teoria do ser).
Parmênides nega o devir de Heráclito. Pôe sua doutrina na boca de uma deusa que lhe mostra três caminhos:
1º - Caminho da verdade absoluta: “O ser é e não pode deixar de ser; o não-ser não não é e não pode vir a ser de modo nenhum”;
2º - O caminho das opiniões falases – Caminho dos sentidos que é da falsidade e do erro.
3º - O Caminho da opinião plausível (doxa plausível).
Para Parmênides, pensar e ser é a mesma coisa. O nada é impensável e indizível. O ser é a única realidade e este não se transforma. Não tem passado e nem futuro. É uno, imutável e perfeito.
Zenão, nasceu em Eléia, entre fins do séc. VI e princípio do séc. V a.C. Nos seus dados biográficos consta que ele foi um grande defensor da liberdade. Foi um defensor de Parmênides e refutou todos os argumentos que vieram ao contrário. Ele refutou o movimento e a multiplicidade, afirmando que a velocidade e o movimento são algos relativos e não objetivos. Chega a afirmar que o movimento e a variedade das coisas são impossíveis.
Melisso, também nasceu em Samos, entre fins do séc. VI e início do séc. V a.C. Foi político hábil e homem capacitado do mar. Foi o sistematizador da doutrina eleática e a corrigiu em alguns pontos.
A preocupação maior de Melisso é com o modo de como o homem conhece as coisas. Já tinha uma visão pluralista dos princípios que dão origem às coisas. Para Melisso, a esfera é o símbolo perfeito.
Empédocles, natural de Agrigento, nasceu em 492 e morreu em 432 a.C. tentou fazer a conciliação entre Heráclito e Parmênides. Para ele a realidade é composta por 4 elementos fundamentais: a água, o ar, a terra e o fogo.
Para Empédocles, o conhecimento humano se dá através de partículas materiais que entram pelos sentidos e encontram seus semelhantes que já existem no homem.
Anaxágoras nasceu em Clazômenas em 500 a.C. e morreu por volta de 458 a.C. Foi ele quem pronunciou a célebre frase: “Tudo era um caos até que apareceu a mente humana e colocou ordem nas coisas”.
Para Anaxágoras as coisas que dão origem ao nascer e o morrer não são os quatro elementos de Empédocles. O princípio de tudo, o “arché”, são as homeomerias que estão presente em todas as coisas. O que distingue uma coisa da outra é a predominância de determinado tipo de homeomerias.
Lêucipo, reafirmou a impossibilidade do não ser. Para ele, o nascer e o morrer é um agregar e desagregar das coisas.
Demócrito, diz que todas as coisas são compostas por átomos, que são partes indivisíveis. O devir acontece através do movimento desses átomos, que se unem ou desunem, fazendo os objetos nascerem ou perecerem.
Diógenes, de Apolônia, fez um tentativa de combinar Tales e Heráclito. Retomou a idéia de que o princípio primeiro deve ser o ar, que seria infinito e inteligente.
Arquelau, de Atenas, apareceu como uma das últimas manifestações da filosofia da natureza. Para ele nossa alma é ar. nascemos respirando e morremos com o último suspiro.
Esses primeiros filósofos encontraram o princípio primeiro na natureza. Por isso, são chamados naturalistas ou imanentistas.
Trabalho de Filosofia
Nome Completo: .........................................................................................................................
Data:......../.......⁄............ Série:...... Turma:............. Turno: ............................ N°.........
1. Estudando os Filósofos Pré-Socráticos, cada um deles deu uma explicação para o princípio de todas as coisas. Relembrar as teorias científicas sobre a origem do homem e do universo que você já estudou, diga em qual delas você acredita e explique porquê.
2. Sabemos que Tales, de Mileto, foi o primeiro filósofo da antiguidade. Onde ele encontrou o princípio de sua filosofia?
3. Quem foi o filósofo discípulo de Tales?
4. Para Anaximandro, como surgiu o cosmos?
5. Anaximandro disse que os primeiros animais nasceram da ação do sol sobre a água. O que você acha dessa afirmação?
6. Qual é o princípio da filosofia de Anaxímenes?
7. Para Heráclito, tudo é um contínuo devir. Tudo flui. Nada permanece o mesmo. Como explicar esta afirmação?
8. Escrever a frase do filósofo Heráclito sobre o rio.
9. O filósofo Heráclito acreditava que era preciso mortificar o corpo para cuidar da alma. O que você acha dessa afirmação? Porque?
10. O filósofo Heráclito acreditava em prêmios e castigos depois da morte. O que você acha dessa idéia? Porque?
11. Como nasceu a escola filosófica de Pitágoras?
12. O filósofo Pitágoras era muito respeitado por seus companheiros. Como era considerado o valor de sua palavra?
13. Qual é o princípio da filosofia de Pitágoras?
14. Comente sobre a vida de Xenófones?
15. Onde e quando nasceu Parmênides?
16. O filósofo Parmênides negou a teoria do movimento de Heráclito afirmando que nem o homem e nem as coisas se transformam. Dê sua opinião.
17. O que Zenão diz sobre a velocidade e o movimento?
18. Qual é o símbolo perfeito para Melisso?
19. Como se dá o conhecimento humano para Empédocles?
20. Como se dá o nascer e o morrer para Lêucipo?
21. Para Demóclito, como são compostas as coisas?
22. Qual é o princípio de tudo para Diógenes?
23. Comente sobre o ar, de Arquelau.
24. Porque os primeiros filósofos são chamados de naturalistas?
25. Para você, qual é o elemento mais importante da natureza? Porque?
sábado, 17 de novembro de 2018
DA ESCOLA DE FRANKFURT AOS DIAS ATUAIS
A ESCOLA DE FRANKFURT E SUA TEORIA CRÍTICA, O CÍRCULO DE VIENA E O CENTRO DE PESQUISA SOCIAL
A Escola de Frankfurt teve sua origem no “Instituto de Pesquisa Social”, fundado em 1923. Suas principais características são: Rejeitava o marxismo soviético e desenvolvia uma severa crítica à sociedade burguesa moderna; Procurava dar uma visão global e crítica da sociedade, baseada no método dialético, o único capaz de captar as contradições internas da sociedade; Procurava promover uma transformação radical da sociedade, que leve em conta o homem com sua liberdade e se baseia na colaboração entre todos os homens.
Principais representantes da escola de Frankfurt: Theodor W. Adorno, Mase Horkheimer, Herbert Marcuse, Erich Fromm, Jurgen Habermas, Karl Otto Apel e outros.
SIGMUND FREUD: O PAI DA PSICANÁLISE
Sigsmund Schlomo Freud Freud nasceu em Freiberg, Tchecoslováquia, no ano de1856 e morreu em Londres, em 23 de setembro de 1939. Mais conhecido como Sigmund Freud, foi um médico neurologista e criador da Psicanálise. Nasceu em uma família judaica, na época pertencente ao Império Austríaco. Atualmente a localidade é denominada Příbor, na República Tcheca. Aos quatro anos de idade sua família transferiu-se para Viena, permanecendo até 1938 e depois se transferiu para a Inglaterra.
SURGIMENTO DA PSICANÁLISE
Na Antiguidade e na idade Média, a psicologia era o estudo da alma. Na Idade Moderna, a partir do Renascimento, a psicologia passou a estudar os fenômenos psíquicos ou "as faculdades da mente".
Com o passar dos tempos a psicologia se tomou uma ciência positiva. Construída a partir de observações e experimentações Científicas. Tomou como objeto de pesquisa o comportamento do ser humano.
No século XIX, um médico chamado Sigmund Freud abria as portas para o surgimento de uma ciência nova e um método diferente: a Psicanálise.
ESTRUTURA DA PERSONALIDADE: APARELHO PSÍQUICO
ID - é o sistema original da personalidade. É formado pelos aspectos psicológicos herdados e presente no nascimento, inclusive os instintos. O ID pode ser comparado à "caixa preta", onde fica armazenada todas as informações vistas, ouvidas ou vivenciadas.
EGO - é a parte organizada da estrutura psíquica que existe para realizar os objetivos do inconsciente e não para frustá-fo. É também chamado de CONSCIENTE ou EU.
SUPEREGO - é a arma moral da personalidade. Representa a realidade. Pode também ser chamado de Pré-consciente ou Subconsciente. Sua luta é mais pela perfeição do que pelo prazer. Sua maior função é decidir se algo é certo ou errado em resposta aos padrões morais da sociedade.
FASES DE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE
Freud distinguiu 3 grandes períodos normais do desenvolvimento da criança:
1° Período - Este período de desenvolvimento na vida da criança vai do seu nascimento até por volta do 5° ou 6° ano de vida. Este período consiste em experiências sexuais ativas, época em que a sexualidade infantil atinge seu apogeu. É neste período é que se situa a fonte das neuroses, mesmo quando seus sintomas só se manifestam mais tarde.
2° Período - Vai de mais ou menos 06 a 09 anos e é chamado período de latência, "parada da sexualidade" ou "pausa da sexualidade" para voltar depois. Durante este período toda expressão da sexualidade é reprimida e rejeitada como desejo sexual.
3° Período - chamado período da Puberdade, de 10 a 12 anos. É nesta idade que começa o período da sexualidade adulta.
Em suas teorias, Freud afirmava que os pensamentos humanos são desenvolvidos, obtendo acesso à consciência, por processos diferenciados, relacionando tal ideia à de que a sistemática do nosso cérebro trabalha essencialmente com o campo da semântica, isto é, a mente desenvolve os pensamentos num sistema cheios de linguagem baseados em imagens, as quais são representações de significados latentes.
De tudo o que foi exposto fica claro que na verdade Freud foi o homem que “perturbou o sono do mundo”.
Paulo Freire
Paulo Reglus Neves Freire nasceu no Recife em 19 de setembro de 1921 e morreu em São Paulo, 2 de maio de 1997. Foi um educador, pedagogista e filósofo brasileiro. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial,1 tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Sua família fazia parte da classe média, mas Paulo Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
O talento como escritor o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos.
A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição a prática por ele denominada de educação bancária, tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política.
Autor de Pedagogia do Oprimido, livro que propõe um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.
Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.2
Foi o brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades comoHarvard, Cambridge e Oxford.
RUBEM ALVES
Rubem Azevedo Alves nasceu em Boa Esperança, 15 de setembro de 1933 e morreu em Campinas em 19 de julho de 2014. Foi psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, autor de livros religiosos, educacionais , existenciais e infantis. É considerado um dos maiores pedagogos brasileiros de todos os tempos, um dos fundadores da Teologia da Libertaçãoe intelectual polivalente nos debates sociais no Brasil2 . Foi professor da Universidade Estadual de Campinas(UNICAMP).
Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas. Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia(Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito e criou vários grupos de pesquisa. Tinha um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.
Devido sua formação transitava pelas áreas de teologia, psicanálise, sociologia, filosofia e educação. Após ter lecionado em universidades, tinha um restaurante (a culinária foi uma de suas paixões e tema de alguns de seus textos), viveu em Campinas , onde mantinha um grupo, chamado Canoeiros, que se encontra semanalmente para leitura de poesias.
Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser. "Ensinar" é descrito por Alves como um ato de alegria, um ofício que deve ser exercido com paixão e arte. Ensinar é fazer aquele momento único e especial. Ridendo dicere severum: rindo, dizer coisas sérias, mostrando que esta, na verdade é a forma mais eficaz e verdadeira de transmitir conhecimento. Em alguns de seus textos, cita passagens da Bíblia, valendo-se de metáforas. Foi cidadão honorário de Campinas onde recebeu a Medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.
Rubem Alves faleceu em 19 de julho de 2014, em Campinas, por falência múltipla de órgãos. O corpo foi velado no plenário da Câmara Municipal de Campinas, no interior paulista, cidade onde o escritor mineiro morava.
Marilena Chaui
Marilena de Souza Chaui nasceu em Pindorama. São Paulo, em 04 de setembro de 1941. É professora de filosofia, e historiadora de filosofia brasileira. Filha do jornalista Nicolau Alberto Chaui, de origem árabe, e da professora Laura de Souza Chaui. Professora titular de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, é mestre em Merleau-Ponty e a crítica do humanismo, sob a orientação do professor Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior. Doutora, com Introdução à leitura de Espinosa, sob a orientação da professora Gilda Rocha de Mello e Souza e livre docente de Filosofia em Espinosa e a questão da liberdade. Além de extensa produção acadêmica, Marilena também publicou livros paradidáticos de Filosofia, voltados sobretudo para o público jovem ou não especializado. Seu livro O que é Ideologia, ColeçãoPrimeiros Passos, foi selecionado pelo Ministério da Educação e Cultura como livro didático obrigatório na rede pública de ensino, tornando-se desta forma um best-seller com mais de cem mil exemplares vendidos, bastante acima da média de vendas dos livros não didáticos no Brasil. Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992, durante a administração de Luiza Erundina.
Para Marilena Chaui, a "classe média" brasileira é fascista 4 . Segundo ela, "(...) a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta e é uma abominação cognitiva porque é ignorante...
MARIO SÉRGIO CORTELLA
Mário Sergio Cortella, nascido em Londrina/PR em 05 de Março de 1954. É Filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro. Tem Mestrado e Doutorado em Educação, professor-titular da PUC-SP (na qual atuou por 35 anos, 1977/2012), com docência e pesquisa na Pós-Graduação em Educação: Currículo (1997/2012) e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião (1977/2007); Em 1989 concluiu seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sob a orientação do Prof. Dr. Moacir Gadotti, e em 1997, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Freire, conclui seu doutorado também em Educação pela PUC-SP. É professor-convidado da Fundação Dom Cabral (desde 1997) e ensinou na FGV-SP (1998/2010). Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992). Foi membro-conselheiro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da CAPES/MEC (2008/2010). Fez o programa "Diálogos Impertinentes" na TV PUC, no Canal Universitário.
Mário Cortella tem várias obras publicadas no campo da Filosofia e da Educação. É autor, entre outras obras, de: A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos;Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille; Educação e Esperança; Não Nascemos Prontos!; Viver em Paz para Morrer em Paz: Paixão, Sentido e Felicidade.
Assim como seu mestre Paulo Freire, Mário Cortella entende que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda; enxerga na educação muitas saídas para problemas da sociedade. Porém, critica o fato de inúmeras famílias transferirem sua responsabilidade para as instituições escolares. Ele fala ainda da questão escola pública versus particular e como a educação está vinculada à ética, mídia, religião e tecnologia.
GABRIEL CHALITA
Gabriel Benedito Isaac Chalita nasceu em Cachoeira Paulista, aos 30 de abril de 1969. É advogado, jurista, professor,escritor e político brasileiro.
Gabriel Chalita publicou seu primeiro livro aos 12 anos de idade. Concluiu os estudos de bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1994, e de Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências e Letras de Lorena, em 1989.
Defendeu a tese "A Sedução no Discurso em Tribunais de Júri", obtendo o grau de Doutor em Comunicação e Semiótica e Direito, na PUC-SP. É autor de mais de 60 livros , entre eles: "Educação: a solução está no afeto", "Os Dez Mandamentos da Ética", "Pedagogia do Amor", "Cartas entre Amigos".
Atualmente Chalita é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU e Membro de Conselho Editorial da Revista Profissão Mestre. É membro da União Brasileira de Escritores da Academia Paulista de Letras e recentemente foi eleito por unanimidade na Academia Brasileira de Educação.
LUIZ FELIPE PONDÉ
Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé (Recife, 1959) é um filósofo e escritor brasileiro, doutor em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e com pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv, em Israel. Escreveu, dentre outras obras, o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia e Marketing existencial. É colunista da Folha de S. Paulo, escrevendo semanalmente no jornal.
Luiz Felipe Pondé é pernambucano, nascido na cidade de Recife. Iniciou a carreira acadêmica cursando medicina na Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia, mas não concluiu o curso. Mais tarde também cursou filosofia na Universidade de São Paulo, tendo feito doutorado pela mesma instituição, com suporte financeiro e mestrado pela Universidade de Paris. Realizou pós-doutorado na Universidade de Tel Aviv. Atualmente, é vice-diretor e coordenador de curso na Faculdade de Comunicação e Marketing da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). É também professor de Ciências da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de filosofia na FAAP.
Fã declarado de Nelson Rodrigues, Pondé muitas vezes se expressa por meio de aforismos sobre o cotidiano. A ideia e a filosofia de Pondé baseiam-se num certo pessimismo, na valorização das tradições religiosas ocidentais e no combate ao pensamento politicamente correto nos meios universitários. Define-se como um "rato de universidade" e carrega fortes influências do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do niilismo e do existencialismo.
Pondé tem sido ávido divulgador do pensamento que nomeia como "liberal-conservative", que engloba, segundo o filósofo, ideias de autores como David Hume (sua moral), Adam Smith, Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Friedrich Hayek, T.S. Eliot, Michael Oakeshott, Isaiah Berlin, Russell Kirk, Theodore Dalrymple, John Gray, Gertrude Himmelfarb, Thomas Sowell, Phyllis Schlafly e Roger Scruton.[12] Essa definição de Pondé, contudo, é criticada pelo filósofo Roger Scruton, que rejeita a aproximação entre o conservadorismo e o liberalismo,[13] e muitos autores supracitados nunca se definiram como "liberal conservatives".[14] Pondé traça uma linha de pensamento comum entre esses autores, liberais ou conservadores.
Embora não haja tantos pensadores que usem explicitamente essa definição, com algumas exceções como o brasileiro Meira Penna, o termo é justificado por diversas razões. Roger Scruton, por exemplo, considera liberais conhecidos e importantes tais como Friedrich Hayek, Adam Smith e David Hume como conservadores. Russel Kirk aceitava a aproximação do liberalismo clássico com o conservadorismo, bem como seu amigo e influência, Wilhelm Ropke, economista liberal de valores conservadores, que em certas situações inclusive se definiu como liberal-conservador.
Pondé acredita que os atos morais são motivados pelas experiências e paixões do indivíduo (fobias, traumas, experiências) e não por princípios ou pela razão, aderindo à visão do filósofo David Hume. Além disso, segundo ele, todo ato moral demandaria sacrifício, sofrimento, combate.
Pondé é crítico do ateísmo materialista, entendido por ele como filosoficamente raso e aborrecido. Mesmo não sendo seguidor de nenhuma religião em especial, encontra na hipótese do Deus bíblico algo atraente e belo.
Perguntado em entrevista feita pelo site da Rede Bandeirantes sobre o seu suposto abandono do ateísmo, Pondé respondeu que não havia deixado de ser um ateu no sentido filosófico, porém entendendo que "Deus" é o maior conceito produzido pela filosofia.
Em entrevista dada à jornalista Eliana de Castro, Pondé diz ser apaixonado pela ideia de Deus, mesmo não tendo qualquer tipo de relacionamento ou necessidade de fazer pedidos a alguma força superior. Nessa mesma entrevista ele diz que "Deus" é um personagem que o encanta e que espera ser a sua existência verdadeira. Além disso, é apresentado como sendo um "ateu apaixonado por Deus". Em outra entrevista, dada ao "Jornal de Jundiaí Regional", trata a ideia de Deus como sendo uma hipótese.
LEANDRO KARNAL
Leandro Karnal nasceu em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, no dia 1 de fevereiro de 1963. É graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em Porto Alegre e doutor pela Universidade de São Paulo (USP).
Foi professor do ensino fundamental e médio em escolas públicas e privadas. Lecionou em cursinhos pré-vestibulares. É professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de História da América. Apresenta diariamente a coluna "Careca de Saber", na Band News TV, onde fala sobre religião, filosofia, história, política, comportamento etc.
Trabalha na capacitação de professores da rede pública e na elaboração de material didático e de apoio ao professor. É autor, coautor e organizador de diversos livros, entre eles: “Teatro da Fé: Representação Religiosa no Brasil e no México do Século XVI” (1998), “História da Cidadania” (2003), “História na Sala de Aula” (2005), “Estados Unidos: a Formação da Nação” (2005), “História dos Estados Unidos: das origens ao Século XXI” (2007) e “Conversas com um Jovem Professor” (2012).
Programa de Televisão
Programa Módulo e Curadoria Tema Data
Café Filosófico
Uma Agenda para o Inverno
(Luiz Felipe Pondé)
Confrontos Religiosos e Fundamentalismos 27/Fev/2009
Os Fantasmas da Perfeição
(Luiz Felipe Pondé)
A Utopia da Melhor Idade 15/Set/2009
Uma Agenda para o Medo
(Luiz Felipe Pondé)
Temor e Tremor
23/Abr/2010
As Razões do Ódio
(Luiz Felipe Pondé)
O Ódio no Brasil 23/Set/2011
7 Prazeres Capitais:
Pecados e Virtudes Hoje
(Leandro Karnal) Os Velhos e os Novos Pecados 21/Set/2012
O Pecado Envergonhado:
A Inveja e a Tristeza sobre a Felicidade Alheia 12/Abr/2013
O Mal Primordial:
O Orgulho Nosso de Cada Dia 08/Set/2014
Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano
(José Alves de Freitas Neto)
Hamlet e o Mundo como Palco 24/Mar/2015
Servidões Voluntárias e Involuntárias:
a quem nos entregamos depois de conquistar a liberdade?
(Leandro Karnal) O Medo à Liberdade e a Alma Humana
dos ditadores à autoajuda 02/Out 2015
Provocações
— Entrevista 22/Abr/2014
Jô Soares
— Entrevista 14/Out/2015
Jornal da Cultura
— Comentarista — —
Jô Soares
— Entrevista 01/Abr/2016
Roda Viva Entrevista 04/Jul/2016
(Pesquisa e elaboração: Professor Romildo Alves – Técnico em Contabilidade; Professor Graduado pela PUC/MG; Pós-Graduado em Psicanálise Clínica)
TRABALHO
Nome: ....................................................................................................................................................................
Data: ........./.........../................ Série: ..... Turma: Turno...........................Nº (Se possível)
• Leia a apostila com atenção, escolha 5 teóricos da educação e escreva resumidamente em poucas palavras a teoria de cada um deles, apontando qual delas é a melhor para aplicar na educação de hoje e justifique sua resposta.
domingo, 11 de novembro de 2018
DEUS NA HISTÓRIA DA FILOSOFIA
Durante todo tempo, em todo percurso da história e da filosofia, o nome de Deus sempre foi uma constante especulação. “Desde o homem das cavernas até as cavernas do homem”, Deus tem sido buscado, numa forma ou tentativa de compreensão. Em mais ou menos 30 séculos de filosofia, sempre houve uma tentativa da manifestação do nome de Deus para aqueles que se propuseram a ser chamados de amigos da sabedoria.
Homero, poeta grego, que teria vivido por volta do século XII antes de Cristo, já falava na filosofia de um ser sobrenatural.
Os gregos antigos, no Olimpo ou na Ágora, já dava a demonstração de um “deus desconhecido”. Seus cultos, semelhantes ou diferentemente da nossa forma de expressar, apontava para a existência de um ser superior em adoração.
No período clássico da filosofia grega, coube a Aristóteles a tarefa de intitular Deus como o motor imóvel, que sem ser movido, todas as coisas ele movia.
Na Idade Média, Santo Agostinho cristianizou a filosofia de Platão, dando uma melhor explicação da fé, apresentando assim, uma idéia do que melhor se aproxima do nosso Deus. Quando afirmou que a fé não exclui a razão e nem a razão exclui a fé colocava em derrocada a idéia de que a filosofia era escrava da teologia ou que a razão é submissa à fé. Para ele “a perfeição do mundo exige um artífice; o fenômeno religioso é universal, e há um vazio interior no homem que só pode ser plenamente preenchido por Deus”.
Outro importante filósofo da idade média foi Santo Tomaz de Aquino, que colocou a filosofia a serviço da verdade e a verdade a serviço de Deus. Para ele, Deus é o Ser. O mundo tem seres. Deus é o fundamento de todas as coisas, porque só ELE é o Ser verdadeiro e criador de todas as criaturas.
Na filosofia moderna, inúmeros filósofos apresentaram posições diferentes quanto a ideia de Deus, pois a filosofia moderna foi criada para dar respostas à cidade natural dos homens, e não à cidade sobrenatural de Deus. Podemos citar o filósofo René Descartes ao afirmar que Deus, a fé, e a religião não são objetos adequados para a especulação. “Deixa, assim, que a religião permaneça o que ela é, uma questão de fé e não de conhecimento intelectual”.
Immanuel Kant, no seu imperativo categórico kantiano argumentou que a existência de Deus pode ser deduzida a partir da existência do bem: “Faça aos outros somente aquilo que você gostaria que fizesse a você”. E, “não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizesse a você”.
Friedrich Nietzsche, por sua vez, foi enfático ao falar sobre Deus. Proclamava a morte de Deus pelo afastamento da sociedade ocidental e dizia que o cristianismo é um vício e uma grande maldição.
Com o advento da idade contemporânea ou da pós-modernidade filosófica, muitos pensamentos se aglutinam e são inânimes, com ou sem contestação. Citemos por exemplo três grandes filósofos atuais: Mário Sergio Cortella, Luiz Pondé e Leandro karnal.
Sendo assim, podemos dizer que os argumentos para a existência ou para a negação de Deus normalmente incluem questões metafísicas, empíricas, antropológicas, epistemológicas ou subjetivas.
Finalmente, em meio a tantos argumentos, com a teoria da relatividade de Einsten, muitos relativizaram Deus, debandaram com a logística humana e o pragmatismo fez DELE uma idéia de mercado-comercial.
Que diante da realidade atual: dos valores e contra valores, das crises, violências e contradições, dos encontros e desencontros que a atualidade nos impõe, que não caiamos na tentação de relativizar os valores da vida, que assumamos nossas responsabilidades diante do mundo, que não sejamos manipuladores do nome de Deus e que não imputemos a ELE aquilo que é próprio do ser humano.
Quer seja nos tempos homéricos, quer seja na antiguidade filosófica, no medievo do cristianismo, na moderna-contemporaneidade ou nos tempos da tecnologia no saber, Deus é o mesmo: ontem, hoje e sempre...
Professor Romildo Alves – Técnico em Contabilidade, Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Pós-graduado em Psicanálise Clínica pelo Centro de Orientação e Organização Psicanalítica em parceria com a Faculdade Hokemãh e o Centro de Ciências Sociais.
TRABALHO DE FILOSOFIA
Considerando que o Texto é um Resumo de mais ou menos 25 séculos de Filosofia, comente sobre ele em no mínimo 10 linhas, apresentando sua justificativa com que parte do texto você mais se identificou. Boa Sorte.Bom Trabalho!
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